Aventura 29 - O porto de Berz e a caçada aos serpes






Praga



Em Praga, quatro dias depois, o barco atracou em uma das docas. Tyr permaneceu a bordo afinal ele era procurado por atacador o administrador do porto. De lá ele enviou uma mensagem ao bordel solicitando serviços. O que antes era rotina virou uma confusão. Durante o ato ele vomitou sangue sobre a moça que saiu gritando da cabine do capitão. Desmond achou que o ranger poderia ter mordido ela, vai saber. Alyan só observava. A moça de cabelos loiros logo ficou calma, pois ficou interessada no paladino. Efeito da maldição de Charlote. O ranger praguejou contra o xamã.




A tarde Desmond entregou as mercadorias e com o dinheiro mandaram consertar o barco. Em uma semana eles iriam pelo mar até o acesso ao rio Eldamar por onde desceriam até o feudo de Alyan. Tyr saiu sorrateiramente durante a noite, pegou seu cavalo e foi para Berz por terra.
 




Durante esse período eles aproveitaram para visitar Medivh. O mago encaminhou Desmond para um outro membro da Escola Arcana para investigar a maldição. Para quebra-la ele precisaria do sangue da pessoa que lançou a magia. Outra opção seria ir a Arcádia investigar se há outra maneira.




Tyr chegou primeiro a Berz. Ele visitou sua mãe que ficou feliz em vê-lo depois de dois meses viajando. Ele também foi ao feudo de Alyan conversar com Theon. O lorde e o ranger havia combinado construir um porto e usar o barco para transportar produtos. Além disso, o porto seria construído por eles e serviria a cidade. 




Tyr disse a Theon que Alyan mandou construir um porto pequeno. O administrador disse que estimava uns 4 mil florins para fazer, porém não poderia autorizar sem um documento formal ou então Tyr pagaria e depois Alyan o ressarcia. Sem acordo o ranger decidiu falar com Merin.




O paladino de Graal recebeu Tyr.




- Lá vem Tyr me pedir alguma coisa – pensou Merin ao pedir para o ranger sentar-se.




Tyr contou a ele sobre a ideia do Porto. Ele pediu a Merin um empréstimo para construir o porto. O representante de Berz ficou receoso, pois não via vantagem na proposta. Por fim, deixaram a negociação em aberto.




Uma semana depois os demais chegaram durante a tarde ao feudo. Naquela noite Alyan ofereceu um jantar as famílias que trabalham em suas terras para celebrar a colheita. No dia seguinte Theon apresentou a ele as finanças e o feudo gerou 50 mil florins de receita, sendo 50% destinado a pagar as famílias, Berz e a igreja. Os outros 50% ficam para despesas administrativas, ferramentas, sementes, etc para o próximo ano, além de investimentos e gastos pessoais. 




Dias depois Alyan e Tyr acertaram com Merin a construção do porto. Eles deveriam pagar a construção. Da renda do local 30% será destinada a Berz, além disso a cidade pagará a construção da estrada. Saindo de lá Alyan solicitou a um construtor o valor real para construir o porto. Tyr tinha interesse no projeto para facilitar o transporte dos produtos contrabandeados pela Forsaken. Assim, ficaria mais fácil transportar de Basileia a Berz e, ainda, levar para cidade.




Merin, em outro momento, solicitou a eles que participassem a eliminação das criaturas que residem na colina. Estrosburgo e Brondeburgo enviaram 10 homens cada, mais 10 de Berz para participarem. Eles deveriam comandar esses 30 homens. Alyan passou-se por Merin no dia de partir, pois a tentativa de assassinato do paladino ainda não havia sido desvendada. As suspeitas de pessoas importantes de Estrosburgo.




O grupo partiu pela manhã. O céu estava nublado e poucos raios de sol conseguiam atravessar. Os campos já colhidos eram sinal de que o inverno logo chegaria. Após três horas de viagem chegaram a colina, logo após a ponte onde lutaram com um troll certa vez. Do lado direito eles puderam avistaram o que restou da floresta do conflito entre a fada e a elfa. O lugar gerava calafrios.






Na base da colina eles começaram a se organizar. Tyr foi a cavalo até o topo. Lá ele avistou dois serpes. Um idêntico aquele que eles enfrentaram no passado e outro com um cifre na cabeça. Não demorou muito para as criaturas notarem sua presença. O ranger havia disparado uma flecha contra o primeiro. 




De volta ao cavalo e indo em direção a base do grupo o cavalo assustou-se e derrubou Tyr quando o primeiro serpe deu um rasante. Ainda no chão, o segundo, o pegou pelos ombros elevando-o do chão, para soltá-lo logo em seguida. Ele caiu de dois metros e não teve ferimentos graves com a queda, porém ficou dolorido.




Na base vinte arqueiros estavam escondidos entre rochas e pequenas arvores. Ao centro um campo aberto, pequeno, entre a base e o topo da colina. O restante, dez soldados, acompanhavam Alyan e Desmond. O plano era derrubar as criaturas com flechas e finalizá-las no solo.




Na prática as coisas foram um pouco mais complicadas. O céu estava nublado e no horizonte nuvens carregadas eram vistas. O vento soprava relativamente forte na colina. Muitas flechas acertavam o serpe, mas somente aqueles precisas em locais mais frágeis eram capazes de causar algum dano.






Tyr reuniu-se com os arqueiros nas rochas. Alyan e Desmond estavam a postos contra a investida área do serpe. A primeira foi uma rajada de chamas, na segunda, após ser ferido, ele usou as asas para derrubar ou arremessar o grupo levando a luta para o chão. Enquanto isso, o outro serpe voava em círculos sobre os arqueiros e vez ou outra fazia rasantes lançando chamas.




Alyan foi empurrado para trás no impacto, seu braço doía ao carregar o pesado escudo e também ao absorver o impacto. No contra-ataque ele usava sua lâmina contra a cabeça do serpe. Desmond por sua vez focou seus ataques pela lateral, tentando evitar a asa. Contudo, o problema era a cauda. O serpe a usou com um golpe poderoso deixando um amassado na armadura do paladino. A dor em seu peito não era nada se comparada aquela que seria causada caso o veneno penetrasse seu corpo.




Os soldados que conseguiram lutar puseram-se em pé e partiram para o ataque. Entre movimentos rápidos do serpe, golpes de espadas, tentativas de esquiva e empurrões a vitória para certa. Por fim, a criatura cedeu e caiu, mas antes deu um grito estridente que fez o outro serpe responder.




De repente aquele som potente transformou-se em uma onda de choque, causando dores em todos ao redor. Ainda levemente desorientados o grupo viu o serpe voando para o topo da colina. Agora os que estavam em condições de lutar eram dez arqueiros e cinco soldados.




Deixaram ali os feridos e subiram a colina. A trilha íngreme agora era muito mais difícil de subir devido ao cansaço. Além disso, o chão estava úmido da fina chuva que caia sobre eles.





No topo da colina, cercado por elevações na parte de trás, eles fizeram formação meia lua. No centro estava o serpe que fugira voando. Contudo, sobre uma rocha imponente, quase no centro, o serpe real, muito maior do que os outros, observava a movimentação dos grupo. A adrenalina corria por suas veias. Agora a luta iria até o fim. Quem irá sobreviver é outra questão.






Desmond comandou que cinco arqueiros ficassem na parte elevada do topo. Os demais permaneceram próximos, assim como os soldados com o paladino e Alyan a frente. Tyr e Veigar ficaram mais atrás para atacar a distância. A fina garoa que caia enquanto subiam a colina agora era uma chuva mais forte, relâmpagos e trovões ressoavam nas nuvens.


Com a movimentação o serpe real alçou voo na direção do grupo, o outro, por sua vez, manteve-se no chão, mas começou a correr rapidamente. A água da chuva formava uma lama ao chegar ao solo, assim como atrapalhava a visão do grupo
.

Alyan correu em direção ao serpe colocando seu escudo a frente. Desmond comandou aos soldados fazer uma parede de escudos, o grupo estava receoso afinal metade da guarnição já havia perecido e apenas um dos monstros foi derrotado.


O impacto da criatura e o guerreiro foi intenso. A pancada combinando força e velocidade teria destruído o escudo se no último instante Alyan não tivesse movido o corpo para lateral. Aproveitando a oportunidade ele tentou contra-atacar, porém o serpe, ainda em movimento, usou a cauda para acertá-lo. O guerreiro ficou com o braço dolorido e deixou o escudo cair.


Enquanto isso o serpe real deu um rasante sobre o grupo lançado raios, deixando alguns soldados paralisados. Ne sequência o outro serpe avançou sobre eles após derrubar Alyan. Tyr tentou acertá-los para dificultar a investida, porém com a chuva ele tinha mais dificuldade de mirar alvos em movimentos. Esse não foi o problema, o ranger acabou escorregando e caindo de costas ficando deitando na lama. Veigar sofria da mesma dificuldade visual.


Os arqueiros posicionados no alto chamaram atenção do serpe real. No chão Desmond usou a lança, num movimento perfurante rápido, que atravessou a boca da criatura. Ele viu de perto os grandes e afiados dentes, assim como a fúria de dor nos olhos da criatura. Os soldados então finalizaram a criatura atordoada pelo ferimento com vários golpes.


Alyan levanta-se quando o serpe real iniciou outra investimento sobre o grupo. Desta vez, eles foram surpreendidos por um relâmpago que marcou o céu segundos antes de acertar o monstro que caiu rapidamente a poucos metros do local onde o grupo estava. Os mais religiosos agradeceram a Deus por esse milagre, outros respiraram aliviados por saírem dali com vida.


A chuva diminuiu de intensidade quando o grupo começou a se preparar para descer a colina após coletar dentes e escamas dos serpes. Tyr estava mais mau humorado do que de costume, tanto que ele se ofereceu para ir a Berz pedir uma carroça para carregar os feriados, na verdade ele só queria ir embora logo.


Enquanto o ranger partiu a cavalo, os demais voltaram ao primeiro campo de batalha para enterrar os mortos e ajudar os feridos. Poucos momentos depois Tyr retornou dizem que viu uma criatura conjurando raízes da floresta sobre a estrada. 



De volta ao local, havia somente raízes secas, arvores com galhos retorcidos, chão coberto de folhas e musgo. No fim Veigar atravessou o local, foi a Berz e retornou com a carroça. A caçador esperou o grupo antes da ponte sobre o rio Eldamar, local onde lutaram com o troll certa vez.



























Aventura 28 - O retorno para Praga - Batalha em alto-mar



Em Pontos, depois de uma refeição e descanso decentes, eles foram ao porto e conseguiram uma passagem num navio, Cavalo Marinho, de Nillfigaard até Praga. O capitão Cynas cobrou cem moedas por passageiro e a previsão era de chegaram em oito dias. Durante os primeiros dias o grupo conversou com os marinheiros, descobriram que na eles tinha um objetivo a cumprir antes de chegar em Praga.


No terceiro dia atravessaram uma forte tempestade, no quinto dia um marinheiro contou-lhes uma história sobre a ilha das sereias com salões repletos de tesouro. Bastou isso para os demais rirem alto e pedirem para que ele contasse como ele matou um monstro marinho certa vez. Mais gargalhadas.

No dia seguinte Cynas reuniu todos no convés e disse que iriam abordar um outro barco para capturar um fugitivo de Nilfgaard e que se eles ajudassem receberiam quinhentas coroas cada um. Um pouco antes do nascer do sol o contra-mestre anunciou que estavam perto do barco inimigo. A agitação e adrenalina antes da abordagem tomou conta da tripulação.

Homens a postos próximos aos canhões, preparando ganchos, cordas, espadas. Os herois da Brothers In Arms olhavam com curiosidade para os canhões. Eles ainda iriam descobrir isso: Nillfigaard era um reino com desenvolvimento baseado em tecnologia.

Cavalo Marinho aproximou-se rapidamente do outro barco. A primeira saraivada de tiros deixou o grupo perplexo. O som, as chamas, a fumaça, o impacto, os estilhaçados, os gritos de dor. Era a magia mecanizada. A batalha entre os barcos continuou por algum tempo antes da abordagem começar.



                        Cavalo marinho                                                             Barco inimigo                                                         


Quando muitos danos já estavam feitos o Cavalo Marinho posicionou-se ao lado do outro barco. Cordas e madeiras foram usadas e o capitão Cynas partiu com os seus homens. Na sequência Alyan, Desmond e Veigar. Tyr permaneceu no Cavalo Marinho, pois até o momento nenhum inimigo tinha vido a bordo. O ranger começou a disparar suas flechas mesmo sendo mais difícil diferenciar aliado de inimigo em meio a golpes de espadas e fumaça.

Não demorou muito para o grupo de Cynas, incluindo Alyan e Desmond, avistarem o homem que eles estavam tentando capturar. Morgul tinha a pele avermelhada e um semblante sério, ele sacou a espada e ficou esperando.

Morgul




A batalha no barco invadido era intensa. Piratas e mercenários trocavam golpes de espada. Fumaça ainda se dissipava no ar resultado da troca de tiros de canhão. Lascas de madeira, sangue e partes de corpos estavam espalhados pelo convés.

- Hoje é o meu dia de sorte! – gritou impetuosamente Cynas enquanto jogava a garrafa de bebida no chão e partia para atacar Morgul.

- Eu honrarei sua coragem e tolice ao vir me enfrentar – respondeu o homem de pele vermelha que ao passar a mão sobre sua espada a envolveu com eletricidade.

Aventura 27 - A busca da cura - Parte 2



O espírito amaldiçoado flutuava acima da pedra enquanto colocava ovos no chão ao redor da mesma. De início ele ignorou os espíritos dos aventureiros. Desmond aproximou-se, assim como Alyan. O paladino deu uma volta na pedra e antes de retornar ao grupo quebrou um dos ovos.








Então a criatura partiu para o ataque e no mesmo momento os demais ovos quebraram revelando larvas gigantes que partiram para cima do grupo. Os ataques delas não era potente, porém ao ficarem presas por algum tempo elas drenavam partes dos espíritos. Tyr e Veigar mantiveram distância e atacaram com flechas, enquanto a criatura maior flutuava, investindo contra cada um deles.

A luta no plano do Sonhar deixou o grupo desprovido de suas vantagens tais como armas mágicas e ao mesmo tempo a mobilidade era diferente, eles podiam flutuar. Lutar na forma espiritual era algo novo para eles.

Em certo momento Tyr desviou de uma dar larvas ao saltar e ficar no ar. Alyan tomou impulso e correu em direção a pedra no centro da caverna usando o escudo a sua frente. A força do impacto foi suficiente para destruí-la, o que fez o espirito retornar a sua posição inicial. 

Agora ele começava a girar rapidamente enquanto absorvia as larvas restantes não derrotadas pelo grupo. Alyan recupera-se do impacto no outro lado da caverna e Desmond atacava a criatura por baixo.

Tyr e Veigar num ataque sequencial conseguiram acertar flechas no exato momento para ferir o espirito, pois, as flechas entraram na única brecha deixada pela rotação. Antes de ceder o verme gigante liberou uma onda de energia que os jogou para longe. Ao final ele transformou-se em partículas em tons de verde que lentamente desapareceram. Nesta hora Desmond notou que não sentia parte da sua essência em nenhum outro local naquele plano.

A noção de tempo era vaga. Às vezes parecia lenta, outras rápida. O cenário logo mudou e novamente eles viam os sonhos e pesadelos que alimentavam o Sonhar. A voz de Charlote logo os encontrou guiando-os até o portal. O circulo dourado reluzia ao final de uma estrada prateada quando o Cthun apareceu com a espada empunhada na direção deles. O grupo correu para o portal antes do chão começar a desaparecer, sendo Tyr o último a passar.

De volta ao plano terrestre apenas Desmond retornou ao seu corpo enquanto os demais permaneceram flutuando acima dos seus próprios corpos. Dali eles presenciaram a conversa entre Charlote e Desmond. Para surpresa de todos ela era uma bruja pela qual Desmond apaixonou-se durante sua primeira missão como paladino de Graal. Ele resistiu ao ímpeto de fugir com ela, mas acabou cumprindo sua missão ao entrega-la antes de ir ao Oriente Médio encontrar seu mestre.

- Desmond você não se lembra de mim? Charlote estava muito diferente fisicamente, resultado de inúmeros rituais para evitar ser perseguida.

O paladino ficou surpreso e feliz ao perceber quem era. Charlote foi mais incisiva e perguntou o porquê tê-la abandonado. Ela descobriu que ele havia facilitado a sua fuga logo após deixa-la com seus algozes. O bruja sentiu-se aliada ao ouvir isso, mas não demonstrou. Pelo contrário, ameaçou matar os companheiros de Desmond como vingança e ainda o incitou a matá-la para salvá-los.

Alyan, Tyr e Veigar até então entretidos com o passado do paladino sentiram-se preocupados com a morte iminente. Por fim, ela estava apenas brincando com Desmond e os trouxe de volta. 

- Desmond deixei um presente de despedida para você. Toda mulher te achará atraente, porém se você ceder ao desejo certamente morrerá. 

- Isso não será o problema, pois depois de você não estive com nenhuma outra.