Após vinte dias, enquanto aguardavam a chegada dos membros do
Graal para a missão em Arcádia, o grupo resolveu ir novamente investigar o
troll e mais do que isso procurar por Milton, um dos pastores, que estava
desaparecido. De volta a ponte, eles encontraram a placa e urna. Atravessaram a
ponte sem problemas, nem sinal do troll. Mais a frente na estrada os rastros
indicavam dois caminhos: para a floresta e para a colina.
O grupo decidiu ir pela floresta. Tyr foi furtivamente
investigar uma das trilhas e não encontrou nenhum rastro, porém acabou pisando
e sendo picado por uma cobra. De volta ao grupo, Lyon conseguiu sintetizar um antídoto,
depois de algum tempo. Nesse perído Desmond e Alyan seguiram por outra trilha
até um pequeno lago cercado por uma exuberante vegetação. No centro havia um
tronco com muitas flores de onde Desmond ouviu uma vez suave dizendo para ele
se aproximar.
O paladino pisou na água e para sua surpresa andou sobre ela
até o centro. Vael, a pequena fada, falou com ele e prometeu entregar a relíquia que está no fundo do lado se ele eliminasse a sombra que habita o
pântano. A fada não foi muito específica na missão e nem contou sobre suas
motivações. No final do dia, o grupo todo estava ali e decidiram por obter a relíquia e abandonar o pastor desaparecido e o troll.
O caminho indicado pela fada levaria até o pântano. A
floresta possuía muitas arvores e conforme caminhavam nesta direção os espaços
entre elas iam ficando maiores, assim como o solo mais úmido. Eles decidiram
acampar no início da noite, o jantar foi um cervo caçado por Veigar. Ali o
grupo discutiu o que fazer com essa relíquia e ninguém pareceu preocupar-se com
o que iriam enfrentar.
Durante a madruga, no turno do Lyon, um grupo de centauros
cercou o acampamento. Eles deram ao druida e aos demais uma advertência: saiam
da floresta até o amanhecer ou todos serão mortos. Dito isso, eles sairam
galopando ostentando arcos e lanças.
Assim, no raiar do sol, eles chegaram até uma antiga ponte
que ligava a floresta e o pântano. Um pouco antes do final um bando de corvos
comia os restos de um corpo. Ali a ponte terminava, mas era possível ver os restos dela em
outras partes do pântano. Seguinte essa direção, com água nos joelhos e
aumentando em alguns partes, eles encontraram o restante da ponte e três
cabanas abandonadas.
As
cabanas de madeiras possuíam dois cômodos, dentre elas a segunda ainda havia alguns armários e camas de palha. Na primeira eles encontraram ossos e na
terceira, parcialmente submersa, Desmond foi capturado por um sapo gigante. A
criatura o prendeu com sua língua e o puxou para sua boca, rapidamente a força
e o ácido do animal começaram a ferir o paladino.
Impossibilitados
de atacar diretamente por causa da água Veigar e Tyr usaram suas flechas, na
sequencia Lyon tentou obter controle do sapo, conseguindo apenas parcialmente –
fazendo-o abrir sua boca. Então Alyan saltou na boca do sapo, agora Desmond já
estava desmaiado. O guerreiro cortou a língua, e sofreu danos do ácido também,
e arremessou o paladino, porém sem fora suficiente ele caiu na água e afundou.
Alyan saltou na água para resgatar o companheiro.
Momentos
depois os dois emergiram, quase sem ar, na ponte de madeira que ligada as
cabanas. Os demais vieram ao encontro deles. Por fim, retornam a outra cabana
onde passaram a noite. Ali eles recorreram a sua fé na esperança de restaurar
suas forças. A alimentação era um desafio porque o grupo saiu apenas com o
básico para investigar o troll e esperava retornar no mesmo dia. Agora já
estavam no segundo dia de viagem e sem saber quanto tempo mais demorariam no
pântano.
No dia
seguinte retornaram até os restos da ponte. Dali seguiram em direção ao sul,
sem saber ao certo onde ou o que iriam enfrentar, no início da tarde eles
chegaram a uma parte elevada, cercada de grandes arvores retorcidas. No centro
havia uma casa no alto de uma arvore e ao redor cinco pilares de barro cobertos
de musgos.
Veigar
percebeu que havia alguém lá dentro. Eles caminharam até os pilares, onde Lyon
e Tyr ficaram de vigia e também para atacar de longe. Os demais caminhavam,
lentamente, até o centro. Antes de chegarem na arvore central, uma elfa
apareceu e desceu, usando inúmeros galhos e raízes, até eles. A sua beleza deixou
os heróis surpresos e admirados.
Safira parecia animada com a presença dos visitantes. Desmond
iniciou o diálogo e logo eles perceberam que a missão dada por Vael estava além
das suas forças. A elfa contou a eles sofre que o conflito entre ela e a fada
já durava um século, além disso, ambas estavam ligadas aos seus domínios e,
portanto, impossibilitadas de se encontrarem, razão pela qual faziam uso de
outras pessoas para o seu confronto.
Diante da situação eles decidiram recuar, porém Safira tinha outros
planos. Ela ofereceu a eles a possibilidade de trair a fada, para isso, bastava
que um deles colocasse a mão no lago após ela conjurar uma marca. O grupo não
teve escolha, pois a outra opção era juntar-se ao jardim de ossos onde eles
estavam. Enquanto falava da proposta as raizes moviam-se e revelam o cemitério
sobre o qual ela vivia.
Antes de partirem, Safira decidiu divertir-se. Ela pegou uma
gota de sangue deles, exceto do druida e do ranger, e usou para criar um
reflexo de cada um e os fez lutarem. Os reflexos possuíam as mesmas habilidades
e cada um enfrentou o seu próprio. Desmond levou um golpe poderoso que o fez
derrubar sua lança, Alyan precisou vencer sua própria resistência e Veigar
ganhou a luta de forma estranha, ele e o reflexo acabaram caindo um sobre o
outro e a “batalha” aconteceu no chão.
Terminada a luta, Safira colocou uma marca na mão de Desmond.
Nesse momento ela revelou a sua verdadeira forma. Antes de partir, para
surpresa do grupo, Veigar pediu a Safira se ela poderia conceder a ele um homúnculo. A elfa disse que sim e pegou uma gota do sangue do caçador, na
sequência entoou um encantamento em linguagem élfica, que mais parecia uma
canção, e deu a Veigar. Na próxima hora ele ficou no chão sofrendo uma dor
excruciante enquanto o homunculo era criado a partir da sua garganta. Assim,
nasceu Ana o pequeno demônio de Veigar que deve alimentá-la com seu sangue
todos os dias.
Safira retornou a sua casa e eles acamparam no limite da
parte elevada. Graças ao homunculo o grupo teve peixe para o jantar. Na manhã,
antes de retornarem a floresta – e decidirem como fazer isso sem serem caçados
pelos centauros – eles investigarem dois outros locais no pântano.
No primeiro foram atacados por crocodilos, sendo Tyr – que
estava por último – atacado de surpresa e ficando com a perna machucada. O
grupo começou a recuar para a parte mais rasa e ao mesmo tempo tentavam afastar
os animais com ataques. Lyon fez um ritual para repelir os animais, porém a
tensão do momento o fez criar o ritual oposto atraindo mais dois crocodilos.
Quanto mais eles se afastavam do território, menos os animais
pareciam dispostos a persegui-los. O paladino impôs as mãos sobre Tyr e fez uma
prece enquanto envolvia sua perna numa pedaço de tecido.
O segundo local, no limite entre o pântano e a floresta, eles
foram seduzidos por um perfume doce expelido por lindas flores purpuras que
cresciam em trepadeiras envolvidas nas arvores. Apenas Desmond conseguiu
manter-se firme, os demais, como se estivessem sem controle, iam em direção as
plantas carnívoras. O paladino conseguiu liberar Lyon ao colocar seu rosto na
lama, o druida tentou criar uma gosma ácida para matar a planta, contudo errou
o local e acabou ferindo os demais. Por fim, Desmond cravou a espada na planta
e todos voltaram a si depois de algum tempo.
O
desgaste da má alimentação, da umidade e das adversidades era visível no grupo.
Ainda faltava muito para retornarem para casa. Antes de entrarem na floresta,
no dia seguinte, Lyon transformou-se em um tigre para não ser encontrado pelos
centauros. Assim, eles retornaram a floresta e a fonte da fada.
Saem
dizer nada a ela Desmond colocou a mão no lago. Imediatamente a marca brilhou
em tons negros e verdes escurecendo a água e fazendo uma névoa negra emergir
dali. A névoa retirava a força vital de tudo o que tocava. Assim, a floresta
era transformada em uma floresta sem vida, coberta de plantas e criaturas
mortas. A névoa espalhava-se em ondas e todos os eles foram atingidos. A
primeira onda fez Desmond cair no lago e Tyr desmaiar. Os demais sentiram
fortes dores, mas ainda estavam conscientes.
Nesse
momento Vael surgiu revelando a sua forma de batalha acusando-os de traição.
Alyan tentou falar com ela, apenas para ser atingido por um raio. Ela disse
então aqui será o túmulo de vocês. O paladino saiu da água e foi na direção de
Tyr. Enquanto isso Veigar e Alyan começaram a se afastar para sair da floresta.
Lyon estava posicionado atrás de Vael e iria saltar para atacá-la no pescoço.
Desmond,
levando Tyr, também se afastou e curou o companheiro que estava a beira da
morte. Outra onda da névoa os atingiu, desta vez foi Veigar que não suportou e
teve ajuda do guerreiro. Lyon atacou, dando chance aos demais para continuar
saindo do local, porém Vael o notou e lançou sobre um relâmpago jogando-o para
longe. Ali, a magia disspou-se e ele voltou a forma humana sem forças para
levantar-se.
Todos
pensaram que era o fim. Então o céu ficou negro e Azidhal apareceu carregando
um staff em formato de dragão. Ele e Vael começaram uma batalha mágica sem
precedentes, as ondas de choque das magias ecoavam pela floresta. Momentos
depois Safira surgiu, agora que a floresta também era seu domínio, e ela entrou
na luta. Lyon desmaiou e não viu como
tudo terminou.
Mais
tarde ele acordou depois ter sido salvo pelo seu mestre e não havia mais
ninguém no lago. O grupo reuniu-se na lateral da estrada agradecendo por
estarem vivos ou quase-vivos. Lyon contou a eles sobre o que viu e nesse
momento, mesmo na condição debilitada, decidiram ir até o lago pegar a relíquia.
Desmond
e Veigar saltaram na água. O caçador foi mais rápido e pegou um colar de jade.
De nada adiantou, pois os demais o obrigaram a entregar o colar para Desmond.
Por fim, eles passaram pela vila dos pastores e seguiram, a passos lentos, de
volta a Berz.
Após
relatar a situação para Merin e deixar com ele a relíquia, o paladino voltou a
guilda onde todos estavam comendo e descansando. Mais tarde dividiram os poucos
tesouros encontrados, assim como aprovaram a entrada de Veigar na guilda após
sua ajuda nessa última missão. Desmond comeu em silêncio e depois foi ao seu
quarto. O paladino carregava o fardo de quase ter levado todos a morte, além da
sua crença em Arcádia estar abalada.
Agora
quais serão as consequências dessa escolha? Qual a relação entre Azidhal e
Safira? Vael foi morta por eles? Isso pode influenciar de alguma forma a
missão em Arcádia? Como a Ordem de Jade reagirá ao que aconteceu a floresta?
Além de
todas as essas questões, durante a madrugadas Manik foi a guilda, junto com um
dos pastores que veio do vilarejo, dizendo que haviam visto um dragão. Segundo
ele, o dragão havia matado Milton e o rebanho que estavam desaparecidos e
passado voando sobre a vila.






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